Durante
os dias 05 a 12 de agosto, acontece na cidade de Alagoa Grande (PB), a
atividade “Margarida, 30 anos de impunidade, lutas e conquistas”, que relembra
os 30 anos da morte de Margarida Maria Alves.
A
reportagem é do portal eletrônico do Movimento dos Sem Terra (MST).
Presidente
do sindicato dos trabalhadores rurais de Alagoa Grande, Margarida Maria Alves
esteve à frente da luta pelos direitos básicos dos trabalhadores rurais em
Alagoa Grande, como carteira de trabalho assinada e 13º salário, jornada de
trabalho de oito horas e férias.
Margarida
Alves foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho
local. Contudo, sua atuação no sindicato entrou em choque com os interesses do
proprietário da maior usina de açúcar local (a Usina Tanques).
O
proprietário da Usina Tanques era o líder do chamado "Grupo da
Várzea", e o seu genro, então gerente da usina, foi acusado de ser o
mandante do assassinato de Margarida Maria Alves no dia 12 de agosto de 1983.
A
frase célebre da lutadora que se tornou símbolo na luta pelos direitos dos
trabalhadores rurais no Brasil foi "Morro
na luta, mas da luta eu não fujo”.


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