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| Foto: Reprodução |
Frustrado
na tentativa de renovação de seu mandato na Câmara Municipal do Natal, o
vereador Hugo Manso (PT) publicou nota, através de sua assessoria de
imprensa, reafirmando sua determinação de manter-se na vida pública.
O
texto, com o título “Da luta não me retiro”, possui a redação abaixo:
Primeiramente,
gostaria de agradecer aos 1.899 eleitores de Natal que reconheceram o trabalho
desenvolvido nos últimos quatro anos de mandato e 30 anos de vida pública e
votaram em mim no pleito no último dia 02 de outubro. Muito obrigado. A
política brasileira vive tempos difíceis e o massacre midiático juntamente com
a investida judicial contra o Partido dos Trabalhadores teve seus efeitos nas
urnas em todo Brasil. Em Natal esse sentimento do antipetismo pesou fortemente
sobre a minha e a candidatura a de Mineiro. Agora é hora de ajustar os ponteiros
e se reorganizar politicamente através de uma autocrítica partidária
contundente. Mudamos a história desse país tirando mais de 40 milhões de
brasileiros da miséria, dobrando as vagas do Ensino Tecnológico e Superior e
criando o maior programa de distribuição de renda do mundo, mas não formamos os
cidadãos na base e fomos engolidos pelo mito da ascensão social rápida e do
consumismo vendido pela direita conservadora. Não renovamos o mandato, mas, em
mim, continua vivo o compromisso com construção de um país melhor, com justiça
social, dignidade, direito à identidade e o combate à desigualdade nas cidades
e no campo. Da luta não me retiro. Juntamente com a Frente Brasil Popular que
se organiza contra os retrocessos do golpe parlamentar que colocou no poder um
governo ilegítimo, participarei desse movimento de resistência política que tem
como objetivo encontrar novas respostas mais próximas à realidade cotidiana aos
anseios da população. Saúdo os dois nomes que vão representar o PT na Câmara de
Vereadores de Natal. O sindicalista Fernando Lucena e a jovem advogada Natália
Bonavides que terão a importante tarefa de dar resposta, no Parlamento, as
demandas sociais que as ruas estão exigindo.


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