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| Imagem: Reprodução |
A
nota é referente a uma reportagem, veiculada na edição do Fantástico, de domingo (11), que retratava possíveis esquemas de
corrupção praticados por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo
do estado potiguar.
A
informação tem registro através da página eletrônica da Arquidiocese de Natal.
Na
reportagem, aparecem imagens do arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, e dos
arcebispos eméritos Dom Matias Patrício de Macêdo e Dom Heitor de Araújo Sales,
que nada têm a ver com o teor da matéria.
Segue
a nota:
A Arquidiocese de
Natal, por seu representante legal e canônico, arcebispo metropolitano, Dom
Jaime Vieira Rocha, vem, mui respeitosamente, perante V. Sª, com base nos
incisos V e X, do art. 5º, da Carta Cidadã de 1988, manifestar sua indignação
pelo uso indevido de imagens nas quais são parte, além do Governador do Estado
do Rio Grande do Norte, o Sr. Robinson Farias, os Reverendíssimos Senhores
Bispos: Dom Jaime Vieira Rocha, Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Matias
Patrício de Macedo, respectivamente, arcebispo metropolitano, e arcebispos
eméritos de Natal. As imagens referidas foram exibidas, de forma
descontextualizada, na matéria vinculada no Programa Fantástico, da Rede Globo,
dia 11 de março de 2018, em reportagem que retratava possíveis esquemas de corrupção
praticados por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo do Estado
potiguar. Analisando-se as imagens que dão suporte à narrativa dos fatos
denunciados, percebe-se que dão conta do registro de imagens que subsidiam as
investigações realizadas pelo Ministério Público, com a devida autorização da
Justiça, numa sequência de fatos e ações dos acusados. No final, são exibidas
as imagens em que aparecem os três arcebispos em reunião com o Governador,
gerando confusão de interpretação junto aos telespectadores. Esclarecemos que
as referidas imagens registraram a audiência solicitada pelo gabinete deste
arcebispado, com o Governador do Rio Grande do Norte, Sr. Robinson Farias, para
mediar o conflito gerado pela paralização das forças policiais, visando
encontrar uma saída negociada em favor da pacificação social e da democracia. A
citada audiência ocorreu no dia 08 de janeiro passado, sendo de conhecimento
público, tendo sido, inclusive, previamente, agendada. Face ao exposto, a
Arquidiocese de Natal requer que seja divulgado em seus telejornais,
especialmente no Jornal Nacional, assim como no portal G1, com o mesmo
destaque, o presente esclarecimento como forma de retratação por tão grave dano
à imagem desses pastores da Igreja Católica Apostólica Romana, utilizada
indevidamente e vinculada a uma reportagem de tão grave repercussão, por se
tratar do desvendamento de um repugnante esquema de corrupção.


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