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| Imagem: Ilustração |
O
Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de nove integrantes de uma
quadrilha envolvida em diversos roubos a agências dos Correios no estado do RN.
Eles
estão direta ou indiretamente envolvidos em assaltos ocorridos em Pedra Preta,
Fernando Pedrosa, Pedro Avelino, Serrinha e Ceará-Mirim, que totalizaram mais
de R$ 500 mil em prejuízos.
A
nota é distribuída pela assessoria de comunicação do MPF, na capital do estado.
Em
02 de fevereiro de 2015, por volta das 8h30 da manhã, José Erenilson Soares, Neném, e Jesus Alisson Cavalcante
invadiram a agência de Pedra Preta.
Os
assaltantes pretendiam roubar o dinheiro que se encontrava no cofre da unidade,
quando foram surpreendidos por policiais militares.
Eles
trocaram tiros com a polícia e, com dois clientes como reféns, fugiram na
viatura da PM.
Posteriormente,
durante as investigações da Operação
Clientela (que tinha como alvo um grupo especializado em roubos aos
Correios e explosão de caixas eletrônicos), um suspeito chamado Marcelo Morais
da Silva, também conhecido como Cacique,
foi identificado como líder da quadrilha responsável pela ação criminosa em
Pedra Preta e por outros roubos semelhantes ocorridos entre 2015 e 2016, em
cidades como Fernando Pedrosa, Pedro Avelino, Serrinha e Ceará-Mirim, todas em
território potiguar.
A
partir daí foi possível identificar outros integrantes do grupo criminoso,
alguns deles foragidos da Justiça e portando grande quantidade de armas de
fogo, munição, coletes e outros itens utilizados nos assaltos.
De
acordo com a denúncia do MPF, parte do valor obtido com os roubos foi investido
em imóveis – como uma propriedade rural comprada pelo Cacique –, veículos e outros bens incompatíveis com a realidade
financeira dos réus.
A
sentença determinou a manutenção da prisão preventiva dos nove condenados.
Parte
do grupo já responde a processos por diversos outros crimes – incluindo porte
de armas, roubos e até latrocínio.
O
valor mínimo fixado para reparação dos danos foi de R$ 518 mil.
José
Erenilson e Jesus Alisson foram condenados pela tentativa de assalto à Agência
de Pedra Preta e pelo roubo da viatura policial (art. 157, do Código Penal).
Além
disso, eles, Marcelo de Morais Silva, Alisson Tony Alves Campelo (o Galego), Antônio Ezequiel da Silva (Mago), Antônio Tomaz Soares Neto, Arlenhem
Pereira de Melo, Francisco Marcílio Patrício Machado e Erivaldo Catrário de
Melo foram sentenciados pelo crime de associação criminosa (art. 2º, § 2º, da
Lei nº 12.850/2013). Marcelo de Morais também foi condenado por lavagem de
dinheiro (art. 1º, § 4º, da Lei nº 9.613/1998).
Todos
ainda podem recorrer da decisão.
A
ação penal tramita na Justiça Federal sob o número 0000131-42.2016.4.05.8405.
Confira
a pena a qual cada um foi sentenciado:
José Erenilson
Soares – 13 anos, 9 meses e 4 dias de reclusão.
Jesus Alisson
Cavalcanti Pereira - 13 anos, 9 meses e 4 dias de reclusão.
Marcelo de Morais
Silva – 11 anos e 9 meses de reclusão.
Alisson Tony
Alves Campelo – 5 anos de reclusão.
Antônio Ezequiel
da Silva – 5 anos e 10 meses de reclusão.
Antônio Tomaz
Soares Neto – 5 anos e 10 meses de reclusão.
Arlenhem Pereira
de Melo – 5 anos e 10 meses de reclusão.
Francisco
Marcílio Patrício Machado – 5 anos e 10 meses de reclusão.
Erivaldo Catrário
de Melo – 5 anos e 10 meses de reclusão.


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