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| Bruno Patriota/Reprodução |
O
ex-prefeito de Ielmo Marinho, Bruno Patriota Medeiros – cassado por suposto envolvimento
em atos de corrupção –, foi denunciado pelo Ministério Público Federal no RN (MPF/RN)
por se negar a prestar esclarecimentos sobre recursos federais destinados à
distribuição de filtros de polipropileno e ainda informações sobre o
ex-secretário Municipal de Saúde, Sales de Araújo Guedes, investigado por
suposta ocupação irregular de cargos.
Os
recursos para os filtros vieram do Ministério da Integração Nacional, esclarece
informação da assessoria de imprensa da instituição federal, em Natal.
Em
21 de julho de 2014, um ofício foi enviado ao então prefeito questionando a não
prestação de contas.
O
documento foi devolvido pelos Correios após ser recusado pelo ex-prefeito.
Em
novembro do mesmo ano, novo ofício foi remetido e entregue diretamente na
Prefeitura, sem que houvesse qualquer resposta por parte de Bruno Patriota.
Outro
procedimento que tramita no MPF investiga se o ex-secretário de Saúde de Ielmo
Marinho, Sales Araújo Guedes, possuía vínculos irregulares com a Prefeitura
local e ainda o Conselho Regional de Farmácia e as secretarias de Saúde de São
Paulo do Potengi e São Pedro.
Dois
ofícios expedidos em março e agosto de 2015 a Bruno Patriota, solicitando
informações, não resultaram em qualquer tipo de resposta.
Em
uma última oportunidade, em novembro de 2015, o ex-prefeito foi notificado
sobre as investigações em curso e o crime pelo qual poderia ser denunciado,
caso não enviasse as informações, que deveriam ser públicas.
Ainda
assim, Bruno Patriota não enviou as informações.
O
ex-prefeito foi denunciado pelo art. 10 da Lei nº 7.347/85: “Constitui crime, punido com pena de reclusão
de um a três anos, mais multa de 10 a 1 mil Obrigações Reajustáveis do Tesouro
Nacional – ORTN, a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos
indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério
Público”.
As
irregularidades apontadas na denúncia do MPF, de autoria do procurador da
República Fernando Rocha, já resultaram no ajuizamento de uma ação de improbidade
apresentada pelo MPF em dezembro último (nº 0809203-69.2015.4.05.8400).
A
nova ação irá tramitar na Justiça Federal sob o nº 0000040-49.2016.4.05.8405.


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