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| Foto: Elpídio Júnior/Assessoria |
Professora
há mais de 50 anos e vereadora em Natal, Eleika Bezerra (PSDC) mantém seu
discurso sobre o resultado do ranking nacional do Ensino Médio, divulgado quarta-feira
(05), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep).
“É inadmissível que um estado que possui um
dos piores resultados no Ensino Médio do país continue mantendo uma Universidade,
quando a obrigação de cuidar do ensino superior é da União”, reafirma a
educadora.
De
acordo com os dados divulgados, o RN tem apenas uma escola entre as 100
instituições com melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de
2014.
No
entanto, esta é da rede privada e, quando se fala em rede pública, os dados são
ainda mais alarmantes, registra a informação enviada pela assessoria da
parlamentar-mirim natalense.
A
primeira escola da rede estadual do RN a aparecer no ranking é a Escola
Estadual Santos Dumont, localizada em Parnamirim, na posição 5.850 no ranking
nacional e 81 no ranking estadual.
Os
dados abrangem 15.640 escolas de todo o país e o RN tem sua representante no fim da linha.
É
uma escola estadual situada no município de Messias Targino, no Oeste Potiguar,
que ocupa a posição 15.638, ou seja, antepenúltima do ranking.
Para
a Professora Eleika, os números divulgados são resultado de vários fatores, mas
a manutenção da Universidade Estadual do RN (UERN) por parte do Governo do Estado
contribui.
“A estrutura das escolas é precária, as
unidades são mal mantidas, ainda faltam muitos professores em sala de aula e
com isso tudo é difícil sustentar a escola. Mas o fato de o RN sustentar uma
universidade, quando esta não é sua obrigação constitucional, é além de
incoerente, um descaso. O estado tem que cuidar do seu Ensino Médio e, isto, os
dados mostram claramente que não vem sendo feito. O Ensino Superior é de
responsabilidade da União, então, que o governo federal receba a UERN e a
federalize. É importante lembrar que não tenho nada contra a UERN, mas esta é
claramente contraditória”, pontua a parlamentar.
A
parlamentar lembra ainda que a situação também é uma consequência da falta de
investimentos nas séries anteriores.
“Não se pode esquecer que a precariedade do
Ensino Médio tem suas origens na Educação Infantil (0 aos 5 anos) e no Ensino
Fundamental (6 aos 14 anos), as quais não recebem a devida atenção dos
governantes. A Educação Básica é tão básica que se chama básica”, conclui
Eleika Bezerra.
Ao
todo, 1.295.954 estudantes fizeram o Enem em todo o Brasil.
Os dados trazem as
médias dos alunos de cada escola em cada uma das quatro provas objetivas
(ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática), e também na
redação.


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