quinta-feira, 23 de julho de 2015

SPC Brasil/CNDL: Cai a intenção dos MPEs em tomar crédito nos próximos meses

O baixo desempenho da economia tem diminuído o apetite dos micro e pequenos empresários (MPEs) em tomar crédito.
Dados do indicador mensal calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostram que a intenção dos micro e pequenos empresários em procurar crédito pelos próximos três meses registrou um baixo patamar de 11,65 pontos no último mês de junho. 
O resultado é ainda menor do que o observado em maio, quando o indicador atingiu 16,36 pontos numa escala que varia de zero a 100, destaca informação procedente da assessoria de imprensa do SPC Brasil/CNDL.
Quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito e, quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados para os seus negócios.
Segundo o levantamento, mais de um terço (34,25%) dos empresários consultados consideram que atualmente está “difícil” ou “muito difícil” ter crédito aprovado no Brasil, resultado ligeiramente superior ao constatado em maio deste ano (32,9%).
Dentre o universo de empresários pessimistas, a maioria (42%) aponta a burocracia como a razão principal do impedimento e outros 37,2% culpam as altas taxas de juros praticadas no mercado.
O indicador mostra que apenas 8,6% dos micro e pequenos empresários das capitais e do interior do Brasil demonstram a intenção de contrair crédito nos próximos 90 dias.
Entre as principais finalidades, a formação de capital giro aparece em primeiro lugar, com 56,6% de respostas - em maio o percentual estava em 36,7%.
Outras intenções também mencionadas pelos empresários que estão dispostos a demandar crédito são obter recursos para o pagamento de dívidas (30,4%) – frente a 26,7% observado em maio –, comprar insumos e aumentar o estoque (27,5%), comprar equipamentos e maquinário (23,25) e reformar a empresa (21,7%).
Com a demanda do consumidor retraída e a atividade econômica estagnada no país, inclusive com piora dos índices de empregabilidade e de renda, o empresariado brasileiro tem se mostrado pouco interessado em aumentar investimentos em seus negócios.
Se levados em conta os próximos 90 dias, o indicador de investimentos calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL registrou 25,98 pontos em junho, sendo que quanto mais próximo de 100, maior é a propensão ao investimento. 
O resultado mostra uma piora do cenário, já que o índice ficou abaixo dos 32,06 pontos observado em maio deste ano.
Quase um quarto (24,4%) dos empresários ouvidos pelo levantamento pretende realizar algum investimento nos próximos 90 dias.
Dentre esse universo de empresários, os recursos financeiros pessoais aparecem com força: 70% citam os recursos poupados por eles mesmos como fonte de financiamento.
Apenas um quinto (20,5%) menciona empréstimos em bancos e financeiras como o recurso a ser utilizado.
Os investimentos mais citados por esses empresários são reforma e ampliação da empresa (48,2%), compra de equipamentos e maquinário (38,5%), investimento em propaganda e comunicação (33,8%) e ampliação do estoque (33%).

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