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| Kelps Lima/Foto:Assessoria |
A
decisão do governador Robinson Faria (PSD) de abdicar da residência oficial
mereceu um artigo do deputado estadual Kelps Lima (SDD).
O
artigo é repassado aos veículos de comunicação de todo o RN pela assessoria do
parlamentar.
Eis
seu conteúdo:
Na atual
legislatura, que acaba em 31 de janeiro próximo, o único projeto que propus
para votação na Assembleia e que vi ser derrotado no plenário foi o que
extingue a residência oficial de Governo no Rio Grande do Norte. Minha intenção
com o projeto era traumatizar a relação da classe política com a máquina
pública. Sim. Isso mesmo. Traumatizar. Mas não entenda como um trauma negativo,
que ofende, denigre, faz doer. Entenda como algo positivo. Um alerta de um
deputado que, embora seja hoje ocupante de um cargo político, tenta, todos os
dias, pensar e agir como o cidadão comum, aquele que, como você e muita gente
boa, só vê as notícias da política pelos jornais, rádio, TV, instagram,
twitter, facebook. O trauma que quis protagonizar foi o de mostrar à classe
política que os tempos mudaram. A liberdade de expressão tornou a
impessoalidade na máquina pública uma necessidade e não mais uma opção desse ou
daquele gestor mais ou menos consciente do seu papel à frente da ordenação de
despesas. Pois bem! Apesar da derrota no plenário, o atual governador do Rio
Grande do Norte, em um gesto simbólico, vai dar o exemplo e não manterá
residência oficial para governador na atual gestão. O novo governante vai morar
em sua própria casa, como um cidadão comum, e não em uma mansão custeada pelo
dinheiro do sofrido trabalhador potiguar. Torço para que este exemplo que chega
de cima se espalhe pelos demais setores da máquina abaixo dele. No quesito
impessoalidade na máquina pública, 2015 começou bem.


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