O
Governo Federal lançou nesta quarta-feira (04), através do Ministério da Pesca
e Aquicultura (MPA), o Plano Nacional de Combate à Pesca Ilegal, uma iniciativa
de R$ 40 milhões que envolverá, durante os próximos quatro meses, campanhas
públicas de esclarecimento, operações de fiscalização e a entrega de
"selos de pesca legal" a donos de embarcações pesqueiras
regularizadas.
A
reportagem foi publicada por BBC Brasil.
As
autoridades acreditam que a pesca ilegal possa chegar a cinco milhões de
toneladas por ano, comprometendo a manutenção dos estoques pesqueiros e a fauna
marinha em geral.
Entretanto,
não apenas a pesca ilegal, mas a própria falta de conhecimento dos consumidores
e a pouca oferta de produtos certificados então entre as causas atribuídas no
Brasil ao consumo de pescado de forma não sustentável, ou seja, sem preservar
os limites impostos pela própria natureza.
Embora
tenha 7.373 quilômetros de costa, o Brasil ocupava em 2011 apenas a 19ª posição
no ranking mundial de produção de pescados.
Explorando
o potencial do país, a indústria pesqueira nacional vem ampliando sua produção –
segundo um levantamento também de 2011, a produção brasileira legalizada foi de
cerca de 1,432 milhão de toneladas, o que representou um aumento de 13,2% em
relação ao ano anterior.
A
maior parte do peixe capturado no país em 2011, 38,7%, veio da pesca extrativa
marinha, que, para ser sustentável, deveria seguir precauções que visam
preservar os estoques de peixe, evitando assim a sobrepesca de espécies que estão
desaparecendo na natureza.
Mas,
apesar de existirem medidas voltadas a proteger os peixes mais ameaçados, a
realidade mostra que consumidores, empresários e até mesmo formuladores de
políticas públicas desconhecem a situação atual dos estoques pesqueiros na
costa brasileira.
Além
disso, quase não há campanhas de esclarecimento sobre quais espécies devem ser
preferidas, por serem mais abundantes, ou quais devem ser evitadas.
Reforçando
o problema, a pesca certificada, que representa um caminho para garantir a
oferta sustentável de espécies comerciais, está dando apenas seus primeiros
passos no país, enquanto que a aquicultura ainda abrange principalmente
espécies de água doce.


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