Na
América Latina, mais gente tem acesso a um celular que a um banheiro.
É
isso mesmo.
No
Dia Mundial dos Banheiros, celebrado em 19 novembro e criado pela Organização
das Nações Unidas (ONU), a região enfrenta um dado que contrasta com os avanços
sociais e econômicos dos últimos anos: cerca de 120 milhões de
latino-americanos carecem de acesso a um banheiro ou um de local com condições
de higiene e segurança para realizar suas necessidades fisiológicas.
A
reportagem é de Yehude Simon, publicada no jornal espanhol El País.
Mais
de quatro mil crianças morrem diariamente no mundo por falta de acesso adequado
a água e saneamento básico, um problema que afeta a 2,5 milhões de pessoas,
quase um terço da população mundial.
Fora
das cidades, o problema é ainda mais grave.
Um
terço dos moradores de áreas rurais na América Latina está potencialmente exposto
ao contato com suas próprias fezes, já que carecem de um sistema de separação
de suas necessidades, como uma rede de esgoto.
Nas
cidades latino-americanas, 13% dos habitantes sofrem dessa exposição.


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