Numa atitude inédita, a Igreja decidiu ontem (22) publicar seu
primeiro relatório sobre as ações para combater a lavagem de dinheiro e a
corrupção em seus bancos, algo que era considerado um tabu e negado pelos
cardeais.
A
reportagem é de Jamil Chade e publicada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (23).
Fontes
confirmaram ao Estado que a iniciativa faz parte do esforço do papa Francisco
para garantir mais transparência e começar a mudar a imagem da Igreja.
Em
um documento de dez páginas escrito por um advogado suíço - especialista em
lavagem de dinheiro que atua hoje no Vaticano -, a Igreja admite que, no ano
passado, identificou os casos de transações suspeitas no Instituto de Obras
Religiosas, conhecido como Banco do Vaticano.
Dois
deles já seguiram para investigações por procuradores.
Outros três governos
estrangeiros fizeram pedidos formais ao Vaticano para a abertura de uma
colaboração para identificar transações que teriam saído de seus bancos e o
destino teria sido a instituição financeira da Igreja.
Apesar
do reconhecimento da existência dos casos suspeitos, o Vaticano rejeitou dar
qualquer tipo de detalhe.

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